
Em todos os séculos da história humana na Terra, consta-se pelo menos um grupo de pessoas que foi excluído ou reprimido por outros grupos.
Temos exemplos por todos os lados; judeus na Alemanha nazista, negros no apartheid, dalits na Índia fazem parte dessa gama enorme de intolerância.
Essa exclusão e/ou repressão também atinge homossexuais por todos os lados do mundo, por bastante tempo, sendo cada vez mais combatida.
Contudo, estamos longe do fim (ou redução drástica, pelo menos) desse preconceito e errôneo julgamento.
É triste e, sobretudo, preocupante escutar e ver os estereótipos gays e o ódio sendo repetidos por crianças de 6 ou 7 anos. Mais triste ainda é ouvir pessoas dizendo "jogaram bombas na Parada dos viados" como se fosse algo banal, aceitável.
Grande parte da sociedade se choca mais com dois homens se beijando do que com pais que matam filhos, estupradores e assassinos. Faz tempo que esse tipo de notícia é corrente por aqui, entretanto, o pensamento não evolui. Virou quase mania nacional acompanhar tragédias como quem acompanha novela.
Nesse emaranhado de problemas e situações constrangedoras esquecem muitas vezes que lá há pessoas, como eu, como você, como eles. Com certeza essa pessoa é merecedora de respeito, afinal, é um país para todos (algumas vezes, penso que é para tolos).
É necessário vontade e muita coragem para ser feliz e isso não pode deixar de orientar nossos passos rumo ao dia em que agredir pessoas na rua, as excluir socialmente, além de ofender, apenas pelo fato de amarem diferente, não seja mais aceitável.
Nesse emaranhado de problemas, vozes surgem com um grito contra todo ódio mal justificado, contra todo preconceito. Substituem muitas vezes a minha voz rouca, a sua voz cansada, o nosso grito errante. Só é possível acabar com o preconceito, parando de cometer erros passados, por meio da união.
A união por um grito sobre a vida, o poder, o sol, a natureza, a arte, a harmonia e o espírito. A união por um grito que traduz amor. Apenas amor.



